Banco de Olhos

O Banco de Olhos de Catanduva organiza o processo de captação de córneas junto aos hospitais Emílio Carlos e Padre Albino pela Fundação Padre Albino.

O banco conta com profissionais especializados que orientam, por meio de uma entrevista, os familiares dos potenciais doadores. E conta, ainda, com o apoio da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante da Fundação Padre Albino que trabalha para detectar possíveis doadores de órgãos e tecidos no hospital, pessoas com diagnóstico de morte encefálica, conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina – CFM. A Comissão atua em conjunto com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Sistema Nacional de Transplantes.

Constantemente, o Banco de Olhos realiza campanhas informativas para ressaltar a importância do potencial doador deixar a sua vontade para a sua família, pois são os familiares que autorizam a doação, após a constatação da morte encefálica do paciente.

Perguntas frequentes

Não, apenas a córnea é usada para o transplante. As outras partes do olho podem ser usadas de outras maneiras. A esclera que é a parte branca do olho – é usada em cirurgias oculares na correção de pálpebra caída e no reparo de deslocamentos da retina. O restante do olho pode ser usado na pesquisa das causas das doenças oculares causadoras da cegueira como, por exemplo, a retinite pigmentosa.
A Córnea é a parte anterior e transparente do olho. Ela é como o vidro de um relógio de pulso. Se alguma vez o vidro de seu relógio molhou e ficou embaçado por causa da umidade interna, você deve ter notado uma dificuldade para enxergar os números. Com a córnea, a perda da transparência pode ocorrer do mesmo modo, mas por diferentes motivos. Algumas vezes isso ocorre por alguma doença adquirida, outras vezes por uma má formação ou ferimento. Na presença desse problema a visão fica prejudicada não sendo possível melhorá-la com o uso dos óculos. Só a troca da córnea opacificada por outra transparente poderá restaurar a visão.
O transplante é uma cirurgia da troca da porção central da córnea doente. A nova córnea é fixada com um fio mais fino que um fio de cabelo com o auxilio de um microscópio cirúrgico.
Qualquer pessoa com idade entre quatro e oitenta anos que tenha um diagnóstico médico, não tenha infecção generalizada, linfoma/leucemia e doenças infectocontagiosas.
As córneas são destinadas aos pacientes que necessitam do transplante e estão aguardando na lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.
A doação de córnea não altera a aparência do doador e não interfere no enterro.
Quanto mais rápido a córnea for removida, maiores serão as chances do transplante dar certo. De um modo geral procura-se não ultrapassar seis horas após o falecimento.
Não há nenhum gasto para o doador, nem para o receptor.
Entre em contato com o Banco de Olhos da região de Catanduva pelos telefones: (17) 3311-3103 ou (17) 3311-3220.