O Enfermeiro e a Fundação Padre Albino

“Desejo, com toda sinceridade, morrer inteiramente pobre, sem dinheiro, sem bens, sem dívidas e sem pecado”. (Padre Albino)

No dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro. No Brasil, além do Dia do Enfermeiro, comemora-se entre os dias 12 e 20 de maio a Semana da Enfermagem, data instituída, em meados dos anos 40, em homenagem a duas grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthigale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.
Recentemente tive a oportunidade de render minhas homenagens ao corpo clínico dos hospitais da Fundação Padre Albino, lembrando a importância dos médicos para a existência dos hospitais e vice-versa. Nesta oportunidade minhas homenagens vão para o valoroso corpo de enfermagem dos Hospitais Emílio Carlos e Padre Albino e Recanto Monsenhor Albino, sem o qual não seria possível as suas existências. Tampouco os médicos poderiam dar a devida atenção aos pacientes e certamente a qualidade do seu trabalho poderia ficar comprometida sem a colaboração dos enfermeiros.
“Cuidar dos problemas reais de saúde, por meio de ações interdependentes com suporte técnico-científico, bem como o de educar para a saúde, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente” é sem dúvida uma bonita definição do que faz um enfermeiro. Mas não diz tudo.
Embora se exija conhecimentos técnicos para o exercício da profissão, ser enfermeiro é também uma espécie de sacerdócio, de devotamento. Mesmo tendo muita habilidade e conhecimentos técnicos, o enfermeiro tem que se doar muito ao próximo para bem exercer seu mister.
Depois da assistência do médico, ele se retira para atender outros doentes ou para seu merecido descanso e daí para frente ficamos aos cuidados permanentes do enfermeiro. Ou seja, a cura de nossa enfermidade vem das prescrições e atos médicos, mas ela só se concretiza com os cuidados complementares dispensados pelo enfermeiro. A Fundação Padre Albino, desde a sua criação como Santa Casa, sempre contou com a valorosa contribuição do enfermeiro e, quando da sua transformação em Fundação, o estatuto inaugural previa a possibilidade de integrar o Conselho de Administração a Irmã Superiora da Santa Casa de Misericórdia, “desde que fosse a mesma detentora de diploma de enfermeira ou Curso de Administração Hospitalar”. Neste dia minha homenagem vai para a Doutora Dulce Maria Silva Vendrusculo, uma grande enfermeira, na pessoa de quem desejo homenagear a todos os enfermeiros e enfermeiras da Fundação Padre Albino. Em atividade há 43 anos, dedicou os últimos 15 anos à Faculdade de Enfermagem e às FIPA, como Coordenadora Pedagógica.
À Doutora Dulce Maria Silva Vendrusculo dedico meu respeito e reconhecimento pelo amor e fidelidade que dedica à Faculdade de Enfermagem da Fundação Padre Albino, com sacrifício do próprio convívio familiar. Doutora Dulce é a personificação de qualquer definição do ser enfermeiro, na teoria e na prática.
PARABÉNS PELO SEU DIA, ENFERMEIRO E ENFERMEIRA DA FUNDAÇÃO PADRE ALBINO, E NOSSO MUITO OBRIGADO, DOUTORA DULCE.

Dr. José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa

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