Os hospitais da FPA em números

De tempos em tempos, os hospitais da Fundação Padre Albino são motivo de comentários negativos por parte da imprensa local, geralmente provocados por algum parente de paciente que supostamente não tenha sido atendido condizentemente.
Com todo respeito ao direito a crítica pelos usuários, muitas dessas críticas, porém, são frutos da falta de conhecimento do Sistema Único de Saúde, como já expliquei aqui com a reprodução de um trecho da cartilha elaborada pelo próprio SUS. Certamente que cabe à imprensa divulgar os fatos, sejam eles negativos ou positivos; contudo, pela mácula que podem causar à imagem de um cidadão ou uma instituição, seria prudente que, primeiro, procurassem ouvir o outro lado. Isso, infelizmente, nem sempre acontece.
Como notícia ruim se espalha rápido, torna-se difícil, senão impossível, resgatar a imagem abalada, mesmo após a retratação. Nesse diapasão é imprescindível que a Fundação venha a público divulgar um pouco das suas realizações em números estatísticos, divulgados anualmente através do seu Relatório de Atividades. Nesta oportunidade vou apresentar alguns números relativos ao ano de 2012, sendo que exemplares do Relatório foram destinados a todas as autoridades constituídas, nas diversas instâncias governamentais, e outras instituições.
Como não é possível destinar um exemplar para cada cidadão, vamos, aos poucos, divulgando através dos nossos próprios meios de comunicação, lembrando, porém, que poderão ser objeto de consulta nos próprios relatórios por quem se interessar.
A Fundação disponibilizou no ano de 2012 à população de Catanduva e região 391 leitos, sendo 250 no Hospital Padre Albino e 141 no Hospital Emílio Carlos, inclusos os leitos de UTI e UTQ (queimados). Destes, 297 (75,96%) foram destinados ao SUS – lembrando que temos a obrigação contratual de oferecer 60% - sendo 156 (79,19%) no HPA e 141 (100%) no HEC.
Os leitos destinados ao SUS geraram 13.399 internações, ou seja, 45,11 internações por leito/ano só para os pacientes SUS, provenientes de 115 cidades do Estado de São Paulo. No total, incluindo particulares e convênios, foram 18.007 internações, o que significa 73,47% de ocupação no HPA e 110,14% de internação no HEC. E a tão falada falta de leitos não passou de 168 em 12 meses, ou seja, 0,93% em relação ao número total de internações. Atente que esses números se referem apenas a internações.
Na Unidade de Urgência e Emergência (Pronto Socorro) foram 114.269 atendimentos (SUS e particulares). Não se assuste; é isso mesmo! Se considerarmos que a população de Catanduva e região soma aproximadamente 300.000 habitantes seria como se quase 40% dessa população, ou 100% da população do município de Catanduva, tivessem passado pelo Pronto Socorro do HPA pelo menos uma vez num período de 12 meses.
Na Unidade de Queimados – que é referência no Estado de São Paulo e às vezes recebe pacientes de outros pontos do Brasil – foram atendidos 1.099 pacientes em regime de urgência, com 348 internações. Nos Ambulatórios foram atendidos 65.157 pacientes (HPA+HEC). Foram realizadas 9.215 cirurgias de pequeno, médio e grande porte.
Esses são evidentemente números superlativos para uma instituição que há mais de dez anos não investe em ampliação dos serviços em saúde, inclusive em hotelaria e novos equipamentos. Não por falta de interesse dos dirigentes, mas por absoluta falta de recursos financeiros. Mesmo assim estamos, aos poucos, promovendo algumas reformas inadiáveis, bem como a compra de equipamentos novos para atender ainda mais e melhor todos os que necessitem de assistência médico-hospitalar.
As lutas que empreendemos, junto com outras Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil, exigindo reajuste da Tabela SUS começam da dar resultados. E os recursos, tão escassos até então, começam lentamente a chegar aos cofres da FPA. Temos muitas coisas já planejadas, mas ainda assim executá-las é demorado em razão da burocracia e estudos técnicos. Mas chegam ainda num momento oportuno.
Por falta de espaço não é possível comentar todos os números que compõem o Relatório. Em breve voltaremos a divulgar outros números de atendimento produzidos pelos hospitais da Fundação Padre Albino.


José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa

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