2013

Vivemos, nestes dias, o ocaso do ano de 2013. Em seu final, está sendo um ano memorável para as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil pelas significativas conquistas junto ao Ministério da Saúde no que tange à recomposição do financiamento público e legislação regulatória correlata ao SUS. Já anunciadas, mas ainda não implementadas. Conquistas importantíssimas para a sobrevivência desses prestadores de serviços em saúde, sem as quais haveria sérias dificuldades de sobrevivência ou de continuidade na prestação dos serviços.
Dificilmente teríamos efetivado essas conquistas sem a participação da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da Saúde, da Confederação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Brasil (CMB) e das Federações das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, em especial da Federação Paulista (FEHOSP). Há de se reconhecer também a boa vontade do Ministério da Saúde, nas pessoas de seus técnicos e do próprio ministro. Outra grande conquista foi a renegociação das dívidas financeiras das Santas Casas e a remissão das dívidas tributárias para as entidades inadimplentes que aderirem ao programa Prosus e quitarem em dia seus tributos correntes.
Só quem vive o dia-a-dia dessas entidades pode avaliar a angústia que vinha tomando conta de seus dirigentes, comprometidos não só com a qualidade do atendimento aos usuários do sistema, mas muitas vezes com o simples atendimento, que se tornara impossível. O resultado dessas conquistas deverá ser percebido pelos usuários do SUS ao longo dos próximos anos.
Da mesma forma, o Governo do Estado de São Paulo tem procurado ajudar de diversas formas essas entidades, através de programas de financiamento para custeio e investimentos, renegociação de dívidas e aporte financeiro para construção de serviços diagnósticos e de terapia. Tem também contribuído para a construção de novos hospitais, doação de ambulâncias e outros equipamentos.
Para nós, dirigentes das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, independe de onde vem a ajuda governamental, isto é, seja qual for o partido político que esteja no governo de turno, federal ou de unidade federativa. Toda e qualquer ajuda é sempre muito bem vinda.
No caso da Fundação Padre Albino, o próprio estatuto é determinante contra qualquer discriminação ou favorecimento: “...sem intuitos lucrativos, de duração indeterminada, sem preconceito de raça ou cor, condição social, credo político ou religioso,..”. Muitas pessoas ou mesmo alguns políticos pensam que por receber ajuda deste ou daquele parlamentar ou deste ou daquele governo, a entidade tem por obrigação apoiá-lo em sua campanha política ou orientar seus funcionários e colaboradores a votar neste ou naquele candidato. Não seria ético, nem legal, perante sua Constituição interna, ou seja, o Estatuto, ao qual os dirigentes devem obediência incondicional e devem ser os primeiros a darem exemplo de submissão. Certamente a entidade não se negará em admitir publicamente a ajuda ou até mesmo publicar agradecimentos aos beneméritos.
Cabe ao eleitor, uma vez informado sobre a atuação dos parlamentares ou governos, decidir livremente se tal ou qual merecem seu voto pelo benefício que, afinal, não é dirigido à entidade, mas à própria população, sendo ou não usuários do SUS. Cabe também ao candidato fazer chegar ao conhecimento da população sua atuação como parlamentar ou à frente do poder executivo, os benefícios que por seu intermédio contemplaram esta ou aquela entidade beneficente, mas nunca exigir delas a contrapartida eleitoral. Os beneficiados sem dúvida saberão reconhecer aqueles que trabalham em prol do bem coletivo.
Na grande maioria das vezes nós, dirigentes voluntários de instituição filantrópica, não temos nenhuma pretensão política ou partidária. Exercemos o voluntariado por abnegação e caridade cristã, de forma livre e espontânea, sem nem mesmo esperar reconhecimento por isso. Falando em cristã e por estarmos próximos do Natal, quero oferecer meu voluntariado à frente da Diretoria Administrativa da Fundação Padre Albino como presente de Natal a todos os que utilizaram nossos serviços neste ano e em nome de toda a Diretoria Administrativa desejar a todos um FELIZ E SANTO NATAL e um 2014 com muita SAÚDE.


José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa

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