Imagem e realidade

Há alguns anos, propaganda de empresa de refrigerantes veiculada na mídia televisiva insistia que “sede é tudo, imagem não é nada”. Pretendia certamente descaracterizar peça publicitária do concorrente que supervalorizava a imagem deixando em segundo plano a vontade do consumidor. No caso, a sede de consumir determinado produto. É muito conhecido também um adágio popular que diz “a mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”, cuja mensagem objetiva caracterizar que, muitas vezes, apesar de honesta e correta, essa mensagem nem sempre chega assim às outras pessoas.
Pessoas físicas ou jurídicas (empresas) públicas ou privadas estão sujeitas a esse conceito equivocado. Não basta serem honestas, éticas, sérias, transparentes etc. se essa mensagem não chegar da forma como realmente é ao público em geral e em especial aos órgãos de imprensa, principais formadores de opinião.
Há evidente paradoxo entre uma e outra expressão: a primeira nega a força da imagem, enquanto a segunda valoriza-a. Onde está a verdade? A verdade é que a imagem é realmente tudo em termos de comunicação, principalmente quando falamos da opinião pública a quem, afinal, uma empresa deve satisfações. Sabedores disso, os regimes políticos totalitaristas ou ditatoriais, para terem sucesso, procuram primeiro cercear a liberdade de expressão, essencialmente da imprensa; sabem muito bem do que ela é capaz. Uma notícia mal dada, numa avaliação meramente subjetiva, pode levar à ruína um governo; qualquer governo. Não que a imprensa de modo geral não seja honesta e capaz de denunciar malfeitos, mas quando uma notícia não tem procedência ou é divulgada de forma capciosa, os danos que podem causar são geralmente irreparáveis.
As empresas de propaganda e publicidade conhecem cientificamente a força de uma imagem, seja ela ilustrada ou construída através de textos bem elaborados. Por isso os comerciais em horários nobres de televisão custam verdadeiras fortunas, pois comprovadamente vendem o que querem.
Políticos e seus respectivos partidos contratam agências de publicidade a peso de ouro porque sabem que imagem é tudo para seu público eleitor que, ao invés de pesquisar sobre a vida e obra do seu pretenso candidato, prefere se acomodar diante do que lhe transmitem através das famigeradas propagandas eleitorais obrigatórias. Está claro que a imagem fascina, convence e às vezes até comove, mas nem sempre corresponde à realidade; tanto para o bem quanto para o mal.
Se quisermos ser justos com aquilo que vemos, ouvimos ou lemos será preciso ir além das imagens e procurar saber mais, antes de emitirmos qualquer juízo de valor sobre fatos ocorridos e se, de fato, ocorreram. É relativamente comum pessoas ou órgãos de imprensa serem condenados pela justiça por opiniões ou notícias mal dadas ou criminosamente tendenciosas. Sabemos também que notícias negativas vendem muito mais que as positivas; porém isso não pode ser permissivo para que a imprensa, de um modo geral, publique ou opine sistematicamente apenas com o intuito de vender, sem se preocupar com a apuração jornalística dos fatos e as consequências da sua divulgação. Afinal, a liberdade de imprensa impõe limites e responsabilidades e um crime de imprensa, ainda que indenizável, torna-se indelével na opinião pública, cujas vítimas, quando reparadas, o são tardiamente.
A Fundação Padre Albino, com 86 anos de prestação de excelentes serviços de saúde, educação e assistência social à população catanduvense, por seus administradores nada tem a esconder da opinião pública sobre suas atividades, seus negócios públicos ou privados, seus sucessos e dificuldades operacionais, bem como seu patrimônio, sua missão e visão e seus projetos de ampliação e melhorias, sempre voltados à excelência na prestação de serviços à população.
Nossas atividades são fiscalizadas pelos mais diversos órgãos competentes nas três esferas de poder, além do Ministério Público. A Fundação possui certificação de todas as atividades que desenvolve e obtém regularmente todos os alvarás de funcionamento. Assim como toda grande empresa que emprega quase 2.000 funcionários e possui grande e complexo número de imóveis – sendo os dois principais ambientes hospitalares antigos e problemáticos – eventualmente pode deparar-se com alguma não conformidade que, assim que detectada, é imediatamente corrigida.
Esta administração não compactua com e nem admite malfeitos, desídias, insubordinações, desleixos e desrespeitos. Tem compromisso com a ética, com a verdade e a legalidade e não mede esforços para implantar todas as adequações que se fizerem necessárias. Muito menos se furta em punir administrativamente infratores, se necessário for. Dessa forma deseja e espera ser reconhecida pelo público em geral, pelas autoridades e imprensa, em particular, pelos excelentes serviços que presta nas suas áreas de atuação há quase um século, sua verdadeira vocação, missão e imagem.
José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa

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