BALANÇO 2013

Encerrado o ano civil de 2013, a Fundação Padre Albino, em estrito cumprimento legal, publicou seu balanço contábil e patrimonial, decorrentes de suas atividades, no jornal Diário da Região Catanduva, edição de 28/03/2014, páginas 6C, 7C e 8C, e no Diário Oficial do Estado, edição de 27/03/2014, páginas 73, 74 e 75, remetendo cópias para os demais órgãos fiscalizadores do Município, Estado e União.
Versado em linguagem e formatos próprios, por exigência legal, trata-se de elemento de difícil, senão impossível, leitura para a grande maioria dos cidadãos, exceto para aqueles que têm formação e treinamento específicos para tanto. Por isso, visando facilitar o entendimento e maior transparência sobre as atividades desenvolvidas pela Fundação, discorrerei sobre alguns aspectos do balanço de 2013.
Em 2013 a Fundação Padre Albino apresentou resultado global superavitário da ordem de R$ 6.5 milhões, decorrentes de suas diversas atividades nas áreas da saúde, educação e assistência social, que comportam as seguintes unidades: Hospital Padre Albino, Hospital Emílio Carlos, plano de saúde Padre Albino Saúde, Faculdades Integradas Padre Albino (FIPA), Colégio de Aplicação, Museu Padre Albino, Recanto Monsenhor Albino e Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
No AME, embora os recursos constem do patrimônio da Fundação, estes não pertencem à Fundação. Sempre é bom lembrar que o AME tem administração própria distinta e fiscalizada pela Fundação, que só recebe pelos serviços e exames que eventualmente presta e caso o AME não gaste todo o recurso enviado no período deve devolvê-lo para a Secretaria Estadual de Saúde. Agora, se os gastos ultrapassarem o valor dos recursos enviados pelo Estado, a Fundação, como entidade administradora, terá que suportar o excesso com recursos próprios.
Mesmo com o superávit alcançado, as áreas de saúde e assistência social consolidaram um déficit da ordem de R$ 7.2 milhões, sendo Hospital Padre Albino, R$ 3.2 milhões; Hospital Emílio Carlos, R$ 2.9 milhões, e Recanto Monsenhor Albino, R$ 1.1 milhões. Ou seja, para manter seus hospitais abertos e operantes e cuidar dos mais de 60 (sessenta) idosos permanentemente assistidos no Recanto Monsenhor Albino, a Fundação bancou com recursos próprios mais de R$ 7 milhões.
Como já disse em outras oportunidades, muitas campanhas são realizadas em Catanduva e outras cidades da região para ajudar hospitais. Não sou contra, evidentemente, mas esses hospitais atendem a uma parcela pequena da população de Catanduva e região, com diagnóstico e tratamento da doença específica. Todas as demais patologias dessa mesma população são atendidas nos dois hospitais da Fundação Padre Albino que, contudo, não é agraciada nessas campanhas, exceção à recém-criada Associação de Assistência ao Hospital Emílio Carlos (AEC), criada exclusivamente para patrocinar a reforma de uma ala do HEC.

Para completar, foram concedidas bolsas de estudos no valor de R$ 2 milhões e, apesar de todas as dificuldades, ainda investimos R$ 7.8 milhões na compra de equipamentos, reformas e outras melhorias.
Nenhuma entidade, por mais filantrópica que seja, consegue se manter funcionando com prejuízos por tanto tempo ou, como no caso da Fundação, colocando dinheiro privado para fazer saúde pública.
Apenas para se entender melhor, se a Fundação deixasse de prestar serviços para o SUS e só atendesse pacientes particulares e de convênios apuraria somente superávits - e sem tanta dor de cabeça. E por que não o faz? Porque o seu estatuto, oriundo ainda da antiga Associação Beneficente de Catanduva, fundada por Padre Albino, impôs uma missão: manter em funcionamento o Hospital Padre Albino (antes Santa Casa de Misericórdia) e o Hospital Emílio Carlos e, ainda, manter as casas assistenciais já existentes (leia-se Recanto Monsenhor Albino).
Ocorre que a realidade é bem diferente daquele tempo, quando um pedido do Padre Albino não era negado por ninguém. E a Santa Casa tanto assistia quanto crescia. Ora, os propósitos de outrora são exatamente os mesmos, só que acrescidos das dificuldades do século XXI, muito mais assistencialista e com garantias constitucionais que outrora não havia, mas tinha o carisma de Padre Albino, hoje em vias de ser santificado.
Gostaríamos muito que as pessoas que receiam ajudar a Fundação Padre Albino viessem conhecer nosso trabalho antes de emitirem qualquer juízo de valor sobre ela. Garanto que mudarão de opinião.
Para finalizar, é preciso não esquecer que a Fundação Padre Albino não é instituição pública, mas instituição privada que presta serviço público, ainda que mal remunerado pelo poder público. Além disso, seus dois hospitais são universitários (escola), ou seja, além da assistência aos pacientes também ensinam aos estudantes e residentes da faculdade de medicina. E, em razão disso, gastam 30% a mais do que qualquer hospital comum.
Quem tiver disposição e coragem para o voluntariado, seja muito bem vindo.

José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa

Sair