VOCÊ, PREZADO COLABORADOR DA FUNDAÇÃO PADRE ALBINO

Peço sua licença, leitor externo, mas hoje desejo falar especialmente aos nossos colaboradores e prestadores de serviço, sem os quais a Fundação não poderia existir e, assim, não teria como cumprir seus compromissos com o poder público e, consequentemente, com seus clientes e usuários. A Fundação, assim como qualquer empresa, é constituída de bens materiais, de pessoas e propósitos (objetivos), imprescindíveis à sua existência e desenvolvimento.
No início dessa gestão contratamos uma empresa de consultoria para nos auxiliar num momento de dificuldade, quando precisávamos de um olhar externo profissionalizado visando a superação da crise. O resultado foi que, além de inúmeros ajustes nos processos, procedimentos e rotinas de tomadas de decisões desenvolveu-se também um planejamento estratégico para dar sustentabilidade às atividades da instituição e prepará-la para os novos desafios nos seguimentos de saúde, educação e assistência social.
A construção desse planejamento estratégico envolveu todos os colaboradores da área da saúde – nosso principal objetivo naquele momento – através de suas representações e lideranças que apontaram as principais ameaças e oportunidades na prestação do serviço. De lá para cá vimos paulatinamente implantando as ações estruturadas a partir do planejamento, já necessitando, a esta altura, da necessária revisão.
Muitos avanços foram conquistados, embora ainda falte muito para atingir os objetivos. Mas um ponto desse planejamento ficou bastante claro para os dirigentes: seu quadro de colaboradores e prestadores de serviços foi considerado um patrimônio da instituição pela sua especificidade, complexidade e responsabilidade, mesmo considerando certa desmotivação, talvez por falta de perspectiva.
Temos direcionado muito do nosso esforço na qualificação dos funcionários – todos eles, mas em especial os da área da saúde – em todos os níveis hierárquicos, sobretudo os que mantêm contato direto com pacientes, familiares, fornecedores etc. (stakeholders). Da mesma forma, conhecemos suas necessidades e aspirações, às quais, na medida em que avançamos, procuramos contemplá-las, assim como esperamos que compreendam as dificuldades do setor filantrópico, sempre acuado por falta de dinheiro, já que a atividade hospitalar contratualizada não visa lucro e fica totalmente na dependência de recursos públicos.
É preciso reconhecer, porém, que nem todas as nossas dificuldades advêm necessariamente da falta de recursos financeiros. É preciso ter a coragem de admitir que muitos dos problemas que enfrentamos são frutos de comportamento inadequado de alguns funcionários e prestadores de serviço que, a despeito da alegada baixa remuneração – nem sempre real, considerando que se busca sempre acompanhar a remuneração da mão de obra setorial – deixam de cumprir rigorosamente seus compromissos para com a instituição, sua missão e visão. Ainda que em pequena parcela, acabam comprometendo a qualidade do serviço, colocando em evidência negativa outro patrimônio da instituição, que é a sua reputação junto à sociedade, colocando em risco o esforço de melhorias constantes.
Apesar de todas as dificuldades você, prezado funcionário/prestador de serviço, tem recebido sua remuneração absolutamente em dia e tem tido seus diretos trabalhistas garantidos e respeitados; aliás, sobre estes jamais tergiversamos. Nosso compromisso enquanto dirigentes é garantir a sustentabilidade da instituição através da busca incessante de recursos junto ao poder público e outras fontes de financiamento. Mas nada disso adianta se os nossos funcionários e prestadores de serviço não estiverem afinados e compromissados com os objetivos da instituição. E disso não podemos abrir mão.
Recordando NOSSA MISSÃO - “Promover assistência à saúde de forma humanizada, com ênfase na média e alta complexidade, desenvolvendo o ensino e pesquisa com sustentabilidade”. NOSSA VISÃO - “Ser reconhecido como um dos melhores complexos hospitalares pela excelência na assistência, ensino e pesquisa, com uma gestão autossustentável”.

José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa da Fundação Padre Albino (Catanduva/SP) e Membro do Conselho de Administração da Fehosp

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