Dar-se a conhecer

Ouvi de alguém, algum dia, a seguinte frase: “galinha que bota, mas não canta, vai pra panela”. Como sempre, esses ditos populares, muitos deles bizarros até, são na realidade muito significativos.
Nas conferências que regularmente faço com os funcionários e colaboradores da Fundação, sejam eles da alta administração ou de qualquer nível de colaboração, às vezes costumo repetir a frase como incentivo para que transmitam às pessoas tudo o que fazem de bom, sem vaidades ou ufanismos, claro! Ou seja, não basta apenas fazer algo bom, mas também é preciso mostrar o que fez, como incentivo às outras pessoas. Acredito que o mesmo lema pode e deve ser usado pelas instituições de todos os setores, sobretudo daqueles que, de uma forma ou de outra, devem esclarecimentos à sociedade em razão dos serviços que prestam ou da origem dos recursos que empregam em suas atividades, ainda que por contrato.
Nas comemorações da XXIV Semana Monsenhor Albino uma das atividades programadas pela primeira vez ao longo desses vinte e quatro anos foi a denominada “Fundação Padre Albino na praça”. Consistia em oferecer aos visitantes alguns dos serviços que a Fundação presta diariamente à população nos seus diversos departamentos de Educação, Saúde, Assistência Social, plano de saúde etc., muitos dos quais as pessoas só ficam sabendo que existem quando necessitam de algum deles.
A Semana Monsenhor Albino foi instituída em 1986 com o objetivo de não deixar morrer a imagem daquele que foi, seguramente, o maior benfeitor que Catanduva já teve. E, convenhamos, não há melhor maneira de reavivar a saudosa memória de Padre Albino do que mostrar constantemente as obras que ele aqui deixou e outras que vieram, a partir de seu legado.
A Fundação tem, por dever legal, de prestar contas de suas atividades aos diversos órgãos de fiscalização de todas as esferas federativas e o faz regularmente, através da publicação de balanços contábeis e patrimonial, balanço social, relatórios, auditorias, à distância ou in loco, além das avaliações constantes que são feitas diretamente aos usuários do SUS. Em todas, a Fundação tem sido muito bem avaliada e conseguido renovar ininterruptamente os certificados que permitem a continuidade dos serviços. Porém, a grande maioria da população não tem acesso a essas informações. Quando tem, através das publicações na imprensa, geralmente não se interessa ou porque versadas em linguagem técnica de difícil compreensão à maioria de nós ou porque simplesmente não dão importância mesmo. Daí a importância de, sempre que possível, a Fundação ir ao encontro da população e mostrar o que faz de bom e como faz. Isso é importante não só para prestar contas do que realizou, mas também para envolver a população nos novos projetos que estão sendo desenvolvidos em prol dela mesma e, ao mesmo tempo, oferecer gratuitamente procedimentos de prevenção à saúde.
Tem também outro dito popular que afirma que “ninguém ama aquilo/aquele que não conhece e jamais esquece daquilo/daquele que ama”. Dando-se a conhecer, a Fundação espera ser reconhecida não só como o legado de maior importância deixado por Monsenhor Albino, mas também como a principal instituição de saúde, educação e assistência social de Catanduva e região. Quer também mostrar sua competência e seu potencial, com capacidade para oferecer novos e melhores serviços, contribuindo efetivamente com o desenvolvimento social e a cidadania, abrindo suas portas a todos aqueles que dela precisarem ou com ela desejarem contribuir na construção de um futuro melhor para todos.
Muito importante recordar a missão e visão da Fundação Padre Albino, revisadas no II Planejamento Estratégico em curso:

Missão
Manter instituições no campo da saúde, da assistência, da educação e da pesquisa científica, objetivando a prevenção, a recuperação, a reabilitação e a promoção humana nos seus aspectos político e social, contribuindo para o desenvolvimento de um cidadão consciente, crítico e ético, agente na sociedade.

Visão
Ser reconhecida como uma das melhores instituições filantrópicas com excelência em sua atuação nas áreas da saúde, assistência, ensino e pesquisa, com uma gestão transparente, empreendedora, sustentável, atenta aos avanços tecnológicos e científicos, atraindo e retendo talentos.

José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa
da Fundação Padre Albino

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