COMPROMISSO COM A QUALIDADE

Ao assumir a gestão da Fundação Padre Albino esta diretoria sabia perfeitamente dos enormes desafios que enfrentaria para reequilibrar financeiramente a instituição e reverter o conceito, momentaneamente abalado, em relação à qualidade e eficiência dos serviços prestados. A Fundação desde sempre foi referência em saúde na região e vinha a passos largos conquistando reconhecimento na área educacional com seus cursos superiores.

Vítima da crise econômico-política que se instalou no país a partir de 2008 e também, porque não dizer, de equívocos administrativos não exatamente de sua diretoria, mas de profissionais de duvidosa competência, passou a amargar sucessivos déficits operacionais, sucateamento de seu parque tecnológico e patrimonial, com graves consequências ao seu corpo de colaboradores e demais envolvidas, tais como fornecedores etc. O resultado não poderia ser outro: desassistência, deficiência operacional, credibilidade abalada, funcionários e colaboradores descontentes e sem motivação, além das ameaças constantes de perda da filantropia e cortes orçamentários na contratualização. Reclamações aos montes.

A partir daquele momento, o compromisso da nova diretoria, apoiada incondicionalmente pelo Conselho de Curadores e o recém-criado Conselho de Administração, passou a ser o de não só reverter a situação definhante, mas também de recolocar a Fundação no patamar que merece. Afinal, esse sempre foi o sonho de Padre Albino.

O caminho, bem sabíamos, era longo e os percalços muitos. Contudo, não nos abalamos e fomos em frente. Fizemos os expurgos que devíamos fazer e contratamos profissionais e empresas competentes para nos ajudar na mudança de rumos. Começamos agora a colher os primeiros resultados.

Nas duas edições anteriores relacionamos alguns dos importantes passos que demos e algumas conquistas importantes. Hoje, especificamente, quero abordar um pouco mais sobre o desempenho dos Hospitais Padre Albino e Emílio Carlos dentro do Programa Santas Casas SUStentáveis do Governo do Estado de São Paulo.

Criado em 2014 com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento de um parque hospitalar de referência no Estado de São Paulo, capaz de prestar serviços de saúde de qualidade e resolutivos de média e alta complexidade, os hospitais da Fundação Padre Albino foram os dois últimos a integrarem o programa, depois de muito trabalho de convencimento. Foram muitas idas a São José do Rio Preto e a São Paulo, no Departamento Regional de Saúde e Secretaria de Saúde do Estado, respectivamente, para convencer os gestores de que podiam acreditar em nós. O Dr. Edison Rogatti, presidente da Fehosp, e a Drª Cláudia Monteiro, Diretora do DRS, foram fundamentais nesse processo. Fomos finalmente admitidos no programa no final de 2014, mas os recursos só começaram a chegar em 2015.

O Hospital Padre Albino, por ser de alta complexidade, foi classificado como ESTRUTURANTE e o Emílio Carlos como ESTRATÉGICO.

Desde as primeiras avaliações sempre estivemos entre os melhores, principalmente o Hospital Padre Albino. Mas no final do ano passado, quando foram divulgados os indicadores referentes ao terceiro trimestre de 2016, ambos os hospitais da Fundação alcançaram as melhores pontuações do Estado em suas respectivas categorias. Para nós foi, claro, motivo de muita alegria, mas não necessariamente de surpresa, pois sabíamos o trabalho que vínhamos desenvolvendo, o que deveria nos colocar entre os primeiros. Estar, portanto, no topo da lista não foi sorte, mas merecimento pela excelência do trabalho realizado.

São 44 (quarenta e quatro) os indicadores analisados pelo programa e vão desde atualização no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) até índices de uso de sala de cirurgia, passando por protocolo de acolhimento e classificação de riscos, alta hospitalar qualificada, políticas de humanização, taxa de suspensão de cirurgias, educação permanente, balanço patrimonial, taxa de ocupação de leitos, tempo médio de permanência, indicadores de infecção hospitalar entre outros. Em ambos alcançamos a nota 93 (noventa e três), com 90,29% de cumprimento das exigências. Quem conhece a realidade das santas casas e hospitais filantrópicos do Brasil sabe que isto não é pouco.

Quanto, em outros momentos, não conseguíamos dar conta de atender casos mais complicados mandando nossos pacientes para outros centros; hoje, em muitos casos, somos nós que recebemos pacientes de outras localidades para tratamento. Hoje somos reconhecidos como de excelência não só na Secretaria de Estado de Saúde, mas também no Ministério da Saúde. Hoje já não desconhecem que a Fundação Padre Albino não só existe, mas atende com qualidade.

Falta ainda muito a ser percorrido, mas a população de Catanduva e região já podem voltar a se orgulhar de seus hospitais filantrópicos e da sua mantenedora, a Fundação Padre Albino.

José Carlos Rodrigues Amarante

Presidente da Diretoria Administrativa

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