Os hospitais da F.P.A. e seu corpo de colaboradores

Você já parou para pensar quantas pessoas transitam num hospital nas vinte e quatro horas de um único dia? Já teve a curiosidade de saber quantos colaboradores externos e internos têm um hospital de médio ou grande porte? Já procurou saber quantos médicos tem o corpo clínico de um hospital regional como o “Padre Albino” ou o “Emílio Carlos”? Quantos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem são necessários para que o hospital fique aberto e atendendo num único dia – considerando que são necessários três turnos diários dessa importante mão de obra para um hospital?

Pois é. Acredito que a resposta para a maioria dos leitores será não. Se estamos bem de saúde nem queremos saber se existe hospital ou para que ele serve. Se, ao contrário, estivermos – ou alguns dos nossos – doentes, também não temos porque saber disso; afinal, basta que nos atendam nas nossas necessidades e no momento que precisamos e não se fala mais nisso. Correto? Sim, mas não deveria ser assim, principalmente quando falamos de assistência à saúde pública e, porque não, até mesmo no particular ou de convênios.

A título de informação, vou passar alguns números que poderão surpreender a muitos, pois não fazem ideia da estrutura física e humana que compõem os hospitais da Fundação Padre Albino. Antes vale lembrar que, apesar do gigantismo de seu aparato (considerando somente sua atuação local), os hospitais Emílio Carlos e Padre Albino são responsáveis pela assistência em média e alta complexidade dos 18 (dezoito) municípios da região, além de Catanduva. A saúde básica é de responsabilidade dos municípios, que não raras vezes, por falta de estrutura ou recursos financeiros ou ambos, acabam transferindo suas responsabilidades para os hospitais da Fundação.

Atualmente o Hospital Padre Albino emprega 964 (novecentos e sessenta e quatro) funcionários de vários seguimentos e o Hospital Emílio Carlos 478 (quatrocentos e setenta e oito). Só aí já são 1.442 (mil quatrocentos e quarenta e dois) funcionários. Quantas empresas em Catanduva ou na região têm um plantel desses? Lembre-se que em algumas áreas são necessários três turnos em 24 horas, considerando, ainda, as férias, licenças saúde, licença maternidade, faltas etc.

O corpo clínico dos dois hospitais compõe-se de 299 (duzentos e noventa e nove) médicos cobrindo quase todas as especialidades da medicina tradicional. Além dos médicos efetivos, damos formação especializada para 149 (cento e quarenta e nove) médicos residentes, em diversas especialidades médicas, e a mais 14 (quatorze) treinandos. E estamos falando somente daqueles que têm vínculo com a instituição. Temos ainda outros profissionais terceirizados, tanto médicos PJ (pessoa jurídica), quanto outras empresas do ramo de diagnósticos e hospitalares.

O corpo de enfermagem é composto por 142 (cento e quarenta e dois) enfermeiros com curso superior, 194 (cento e noventa e quatro) técnicos de enfermagem e 376 (trezentos e setenta e seis) auxiliares de enfermagem, cabendo aqui um registro sobre a alta rotatividade desta mão de obra em razão das dificuldades inerentes à profissão.

São ao todo, só de empregos diretos, quase dois mil funcionários só nos dois hospitais, sem contar o AME, as Faculdades Integradas Padre Albino e o Recanto Monsenhor Albino. Olhando por outro prisma, além da Fundação Padre Albino dar assistência completa em saúde de média e alta complexidade, é seguramente um dos maiores empregadores da região.

No entanto, nossa responsabilidade não para aí. Com a implantação do Hospital do Câncer de Catanduva (HCC) muitos outros profissionais da área médica e não médica, porém vinculadas à saúde, estão sendo contratados. Só de profissionais médicos

na área da oncologia podemos afirmar que crescemos 350% (trezentos e cinquenta por cento) nos últimos meses. Tínhamos 02 (dois) médicos cirurgiões oncológicos e hoje, mesmo não tendo ainda inaugurado o Setor de Radioterapia, já contamos com outros cinco profissionais, sendo quatro cirurgiões e um ambulatorial. Claro que não serão suficientes num futuro próximo. Mas hoje vai até um pouco além do que precisamos. Teremos ainda que caminhar na contratação de técnicos em radioterapia, físicos, enfermeiros com especialidade em oncologia, psicólogos, nutricionistas etc., todos com competência em oncologia.

Como se vê, enquanto você e sua família dormem tranquilamente, nós nos preocupamos com o vosso bem-estar. A Fundação Padre Albino não para de crescer, se aperfeiçoar e prestar serviços com qualidade. Pode confiar.

Para encerrar, quero aqui reafirmar, com a maior ênfase, que a Radioterapia, importante seguimento no tratamento oncológico, quanto estiver funcionando plenamente, vai atender prioritariamente pacientes oncológicos do SUS. Atenderá, também, pacientes particulares e de convênios, mas atenderá, prioritariamente, pacientes do SUS. O que buscamos hoje, de forma prévia, é a habilitação do Serviço de Radioterapia junto ao Ministério da Saúde, visando contemplar também aos pacientes SUS desde o primeiro momento de funcionamento da máquina. Para isso precisamos do apoio incondicional de todos os prefeitos da região, bem como de todos os políticos com base na nossa região.

Repito: A RADIOTERAPIA, ASSIM COMO TODOS OS SERVIÇOS ONCOLÓGICOS, ATENDERÃO PRIORITARIAMENTE OS PACIENTES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS).

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