Hospitais da Fundação – II

Dando continuidade à série sobre os hospitais da Fundação Padre Albino nesta edição vamos falar um pouco sobre o Hospital Emílio Carlos. Mesmo não tendo sido uma obra direta de Padre Albino, seus sucessores na Fundação alcançaram essa grande conquista, fundamental para o crescimento e desenvolvimento da FPA.

Inaugurado na década de 60, o Hospital Emílio Carlos atendia exclusivamente pacientes com tuberculose. No entanto, a doença passou a ser tratada ambulatorialmente e o número de pacientes que necessitava de internação diminuiu a ponto da unidade hospitalar encerrar suas atividades. O hospital foi reativado em 05/04/1983 para atendimento ambulatorial em diferentes especialidades e passou a ser administrado pela Fundação Padre Albino. Em 27/01/1986 os setores de internação destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) foram implantados.

Com 32.000m2, o Hospital Emílio Carlos conta com 142 leitos, sendo 10 leitos de UTI Adulta e 09 para Moléstias Infectocontagiosas (MI), todos dedicados ao SUS. Também é hospital escola. É referência em média e alta complexidade para Catanduva e região (19 municípios). Sua capacidade de atendimento ambulatorial compõe 38 consultórios: Ortopedia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Clínica Pediátrica, Dermatologia, Moléstias Infecciosas, Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Gastrocirurgia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Clínica Médica Geral, Clínica Vascular, Clínica Torácica, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Ginecologia, Hematologia, Aconselhamento Genético, Infectologia, Nefrologia, Neurocirurgia, Neurologia, Obstetrícia, Oncologia, Pneumologia Geral, Reumatologia, Urologia e Geriatria. O hospital ainda possui o Centro Oftalmológico com atendimento de glaucoma e exames, Radiologia, Ecocardiograma, Broncoscopia, Espirometria, Ultrassonografia com Biópsia de Mama, Serviço de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Eletroencefalograma, Laboratório de Análises Clínicas e Laboratório Anátomo Patológica.

Sua Unidade de Moléstias Infecciosas é referência em alta complexidade para os programas de atendimento aos pacientes com AIDS. Certificado como Hospital Universitário junto ao Ministério da Educação (MEC) e da Saúde (MS), o hospital faz parte da rede de Hospitais Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No final de 2017 o hospital recebeu o “Selo Inicial de Hospital Amigo do Idoso” do Estado de São Paulo, por desenvolver territórios amigáveis a todas as idades, com foco no envelhecimento ativo.

Visando a melhoria do atendimento e conforto dos pacientes com câncer da região de Catanduva, o Hospital Emílio Carlos iniciou a construção do Serviço de Radioterapia que, depois de finalizado, tornará a entidade referência no Serviço de Oncologia, futuro Hospital de Câncer da Catanduva (HCC).

O Hospital Emílio Carlos tem por missão “atender pacientes do SUS de forma humanizada, igualitária, com resolutividade na assistência dos serviços prestados de média e alta complexidade, participando na regulação de acesso, visando sempre o aperfeiçoamento através de convênio com o Estado de São Paulo”. Integra o Programa Santas Casas SUStentáveis como hospital estratégico.

Sempre pensando no melhor atendimento aos seus usuários e visando a sustentabilidade financeira, o Hospital Emílio Carlos inaugurará em breve uma ala exclusiva para atendimentos de convênios – com prioridade para o Padre Albino Saúde (PAS) – dentro dos melhores padrões de hotelaria e assistência médica.

Uma curiosidade sobre o nome do Hospital. O Dr. Emílio Carlos nasceu na vizinha cidade de Catiguá. Advogado e jornalista com boa dicção atuou como locutor de

programas de língua portuguesa na rádio BBC de Londres. Retornando ao Brasil, foi eleito deputado federal, porém teve morte prematura. Seu irmão, Dr. Fauze Carlos, médico, deputado estadual e ex-secretário da saúde do Estado de São Paulo no governo Jânio Quadros, solicitou que o antigo hospital de tuberculose passasse a ser chamado Hospital Emílio Carlos.

No ano passado, o “Emílio Carlos” recebeu 6.001 internações gerando um total de 45.011 pacientes dia. Em tratamento ambulatorial foram 81.008 atendimentos.

Por tratar-se de construção antiga e muito grande, precisa de constantes manutenções e reformas estruturais. Em 2014, um grupo de pessoas benemerentes, oriundas de entidades da sociedade civil organizada, resolveu criar uma instituição que recebeu o nome de Associação de Assistência ao Hospital Emílio Carlos – AEC que, em parceria com a FPA, reformou a ala denominada C2 PAR, com 31 leitos distribuídos em 11 quartos. Neste ano a mesma parceria dará início, em breve, à reforma da ala C2 Impar, com estrutura e dimensões semelhantes à C2 Par.

Boa leitura.

Sair