Profissionalização

Em maio de 2012, o Dr. Antonio Hércules, então Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Padre Albino e recém-empossado Presidente do Conselho de Administração, instância criada para atender exigências da lei que instituiu as Organizações Sociais de Saúde (OSS) no Estado de São Paulo, vaticinava, no editorial deste jornal, sobre a importância de se “acreditar no sucesso e que tudo será melhorado” ao “instituir um novo modelo de governança” visando “reestruturar a gestão administrativa da entidade”. Discorreu ainda sobre a “expressiva” mudança que acabara de ocorrer com a alteração do estatuto, preparando a instituição para o futuro.

Pois bem. O Dr. Antonio, como de costume, não errou em seu vaticínio e aquelas importantes mudanças proporcionaram a tão esperada profissionalização da gestão administrativa da Fundação Padre Albino após sete anos de intensa atuação da atual diretoria, também recém-empossada à época.

A partir do dia primeiro de janeiro de 2020 tomará posse a nova Diretoria Executiva, totalmente profissionalizada, isto é, dentre os seus quatro membros – diretor presidente, diretor administrativo e financeiro, diretor de saúde e diretor de educação – não haverá nenhum voluntário como havia desde sua fundação, em 1968. Os membros da atual diretoria administrativa continuarão pertencendo ao quadro de conselheiros do Conselho de Curadores e poderão, eventualmente, ocupar assentos no Conselho de Administração, mas não estarão mais envolvidos na gestão propriamente dita da FPA. A administração da entidade caberá, obviamente, ao Conselho de Administração, através de atuação predefinida no novo Estatuto da FPA, ditando e auferindo da Diretoria Executiva as metas e objetivos a serem perseguidos a cada ano. A partir de agora, sua responsabilidade, que já era grande, passará a ser ainda maior.

A futura Diretoria Executiva será composta integralmente por “pratas da casa”, funcionários gabaritados e experimentados no seguimento e que já estão conosco há um bom tempo, dignos da confiança dos conselheiros. Tudo isso se faz absolutamente necessário para que a Fundação ocupe definitivamente seu lugar na sociedade e cumpra efetivamente seu papel não só na filantropia, mas que atenda também a todos os seguimentos socioeconômicos, com serviço digno e de qualidade.

A Fundação tornou-se grande e complexa em seu seguimento dentro da realidade microrregional, não cabendo mais ser gerida apenas por voluntários. O papel dos voluntários é de extrema importância em qualquer instituição sem fins lucrativos, porém precisam ocupar seu espaço hierárquico, ou seja, nos conselhos e não na gestão. Até porque uma instituição do tamanho e complexidade da Fundação exige tempo integral de dedicação dos gestores e, convenhamos, os voluntários, mesmo os aposentados, não dispõem de todo o tempo necessário. Não é porque a Fundação é filantrópica que não deve ser tratada como qualquer empresa lucrativa; é justamente o contrário. Ela precisa de profissionais competentes, guiados sob o olhar vigilante dos voluntários, a quem cabe toda a responsabilidade de sua sustentabilidade.

E o passo dado é tão importante que, para garantir seu sucesso, a Fundação também contratou, já há um bom tempo, um coaching profissional para avaliar seu primeiro e segundo escalões para maior aproveitamento dos mais qualificados. Além disso, contratamos, também, empresa de consultoria em governança corporativa e compliance para estruturar todo o processo de transição pelo tempo que for necessário. Trata-se de empresa associada à Dom Cabral, expoente no ramo, com expertise comprovada no seguimento. E para concluir a atual gestão não profissional, contratamos uma segunda empresa de auditoria, além daquela que audita periodicamente a Fundação, para maior transparência da atual gestão e maior segurança da diretoria que assume.

Como podem perceber, a Fundação que hoje entregamos à gestão profissionalizada é completamente diferente daquela que recebemos em 2012, conforme vaticinou nosso líder maior, Dr. Antonio Hércules.

José Carlos Rodrigues Amarante
Presidente da Diretoria Administrativa da
Fundação Padre Albino

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